Nostalgia: Os maiores clássicos do Beat’em ups 2D
Clássicos

por Bebs. Clique aqui para acessar o blog
Alguns dos grandes clássicos e jogos mais divertidos da era 8bit e 16bit eram do gênero beat’em up, ou seja, “porrada neles”, “quebre todo mundo”, “pancadaria geral”, etc. As artes marciais asiáticas estavam na moda nos anos 80 e 90, com vários filmes sobre o tema sendo lançados e fazendo sucesso, o que contribui para a popularidade dos jogos de luta.
Este estilo teve sua época de ouro na era 2D, não tendo feito tanto sucesso na era 3D. Os beat’em ups 2D caracterizavam-se por games side-scrolling (câmera de visão lateral, em que a tela vai “andando” conforme o personagem avança), normalmente ambientados em cenários urbanos. Os enredos quase sempre giravam em torno do crime organizado tomando conta da cidade e o grupo de mocinhos da história, no máximo 3 ou 4, dando uma de Chuck Norris e conseguindo fazer sozinhos o trabalho que a força policial inteira não conseguiu: escorraçar os bandidos e trazer de volta a paz. Outro tema recorrente nos roteiros era a vingança do personagem principal contra o líder da gangue, seja porque o mesmo matou algum de seus parentes ou seqüestrou sua namorada.
O gameplay dos beat’em ups era bem simples, consistia em cruzar as fases distribuindo pancadas em qualquer coisa que se mexesse. Havia pouca variedade nos tipos de inimigos comuns, o que tornava as lutas um tanto repetitivas. Ao fim de cada fase um chefe esperava pelo grupo, até chegar na última fase com o chefão da gangue. Os personagens lutavam principalmente com socos e chutes, mas podiam coletar itens dos cenários para usar como armas, que iam de pedaços de pau a latões de lixo. Para repor a energia, era só consumir comidas que apareciam misteriosamente pelo chão, em cima de latas de lixo (pois é!), etc. Um dos aspectos mais aclamados dos beat’em ups 2D é a criatividade de suas trilhas sonoras. Os compositores da época conseguiam fazer melodias animadas e viciantes em midi, que até hoje são celebradas pelos gamers saudosistas. Vejam abaixo três clássicos do gênero beat’em up. (Contém spoilers! Mas são jogos antigos com tramas clichês e óbvias, então não tem problema! rsrs)
Final Fight (Capcom, 1989)

Final Fight
A história de Final Fight se passa em Metro City, cujo prefeito, Mike Haggar, é um ex-lutador profissional de luta livre. Sua filha, Jessica, foi seqüestrada pela gangue Mad Gear, que quer usá-la para controlar o político recém eleito. Mas Mike não aceita os termos dos criminosos e vai resgatar a filha, juntando-se ao namorado de Jessica, o lutador de artes marciais Cody e seu amigo, o ninja moderno Guy. O game teve versões para arcade, Amiga, Amstrad CPC, Atari ST, Commodore 64, PlayStation 2, Sega CD, ZX Spectrum, Super NES, Sharp X68000, Xbox, XBLA, Game Boy Advance, PlayStation Portable, Playstation Network, Virtual Console.
O vídeo abaixo mostra as duas primeiras fases da versão original, de arcade:
Double Dragon (Taito, 1987)

Double Dragon
Double Dragon é uma das séries beat’em up de maior sucesso, tendo introduzido elementos inovadores no estilo, como a possibilidade de roubar e usar as armas dos inimigos. O jogador pode escolher entre os irmãos e lutadores marciais Billy Lee e Jimmy Lee, ou jogar em modo cooperativo (que antigamente era o famoso “jogar de dois”), o que abre possibilidade para novos golpes interativos entre os players. Os irmãos Lee possuem como objetivo resgatar sua amiga Marian (pela qual ambos tem uma quedinha) das garras da gangue Black Warriors. O game termina com a derrota do vilão, mas se jogado em modo cooperativo até o fim, a última luta será entre os próprios irmãos para decidir quem vai ficar com Marian. O game teve versões para arcade, Nintendo Entertainment System, Sega Master System, ZX Spectrum, Amstrad CPC, Commodore 64, IBM PC, Atari ST, Amiga, Atari 2600, Atari 7800, Game Boy, Genesis, Lynx, Mobile, Zeebo.
O vídeo abaixo mostra a primeira missão da versão original de arcade:
Streets of Rage (Sega, 1991)

Streets of Rage
Diferente da maioria dos beat’em ups, Streets of Rage não é um jogo original de arcade. Sua primeira versão foi lançada para o Mega Drive. Além de ser uma das séries de maior sucesso na era 2D, sua trilha sonora é uma das mais aclamadas no mundo dos games até hoje e foi composta por Yuzo Koshiro, um dos mais reconhecidos compositores de músicas para games de todos os tempos. O gameplay deste jogo introduziu alguns elementos diferenciais em relação aos seus antecessores do gênero, como a possibilidade de jogar com uma mulher e a existência de um ataque especial que consiste em chamar a polícia para ajudar, o que faz aparecer uma viatura e policiais que atiram explosivos contra os inimigos. A trama, mais uma vez, envolve uma gangue de criminosos que tomou conta da cidade e que “comprou” o governo e a polícia com propinas. Três policiais, dos poucos honestos que sobraram, decidem largar a força policial e lutar sozinhos, apenas com suas habilidades marciais, contra o sindicato do crime. Eles são Adam Hunter, Axel Stone e Blaze Fielding. Uma novidade em Streets of Rage é a existência de dois finais possíveis. No final bom os mocinhos acabam com os vilões e livram a cidade da bandidagem. No final ruim, que só pode ser alcançado jogando no modo cooperativo, o chefão do crime faz uma oferta para que um dos jogadores entre para sua gangue. Se responder que sim, o jogador terá que provar sua nova lealdade lutando e matando o amigo que o acompanhou na jornada. Streets of Rage teve versões para Sega Genesis, Sega Game Gear, Sega Master System, MegaPlay, Virtual Console, iPhone OS.
O vídeo abaixo mostra a primeira fase de Streets of Rage, jogando com Axel:
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