[Preview] Bayonetta
Bayonetta

por Bruno Julião, clique aqui para conferir o blog

A empresa, eternamente conhecida como casa do Sonic, deixou muito marmanjo babando quando mostrou Bayonetta pela primeira vez. Dona de belíssimas curvas, a personagem possui um apelo erótico inegável. Isto ficou evidenciado quando nos foi revelado que a roupa da protagonista e seus golpes mais poderosos, estão ligados diretamente com os cabelos da personagem. A relação é simples, a vestimenta dela é “feita” de seus cabelos e quando há o uso de um poder maior da heroína, o tal cabelo se desloca da roupa para o golpe, o que inevitavelmente deixa Bayonetta mais próxima de um nu, de acordo com a intensidade dos golpes.
Antes que as mulheres que nos leem me xinguem, eu esclareço que ao pegar o controle o jogo é tão intenso e rápido que esse efeito do deslocamento de cabelo passa muitas vezes despercebido.

Você deve estar se perguntando como que conseguimos acesso a essa versão de demonstração. Eu consegui um serial na primeira distribuição aberta de keys feita pela própria Sega.
Voltando ao jogo, você assume o papel de Bayonetta, que segundo o vídeo de introdução, é fruto do relacionamento entre uma bruxa – não é citado esse nome, apenas fica claro que a mãe é usuária de magia negra – e algum ser do paraíso. Ambos não são citados com nome ou detalhes. Ainda no vídeo, é mostrado alguém a despertando.
Após o vídeo, há a opção de fazer o tutorial ou partir para o jogo. Particularmente, recomendo passar pelo tutorial. Este tutorial é um cenário fixo, aonde os inimigos vão aparecendo ao infinito e é possível desferir todas as combinações possíveis de golpes. Há um roteiro dentro deste treino indo das combinações mais simples até as mais complexas.

Os comandos são simples. O Y ataca com os membros superiores, o B com os inferiores, o X é específico para atirar (ataques à distância), o A é usado para pular (podendo ser pressionado 2x). Os ataques com o Y podem ser feitos com uma espada ou armas. Para alternar entre eles, basta pressionar LB (eu joguei o demo no 360). A esquiva fica no RT. Apertando LT ocorre uma animação de provocação.
Conforme você vai apanhando ou encontrando umas borboletas roxas no mapa, vai sendo disponibilizada energia necessária para uns golpes de tortura. Golpes esses que são ativos pressionando o Y + B e em seguida pressionando o X várias vezes para aumentar a intensidade da tortura. Existem muitas combinações de movimentos, finalizações e golpes especiais. Tudo para não deixar o jogo monótono.
Um dos pontos que parece ter virado marca registrada da Sega são as argolas douradas. Elas aparecem ao se destruir inimigos e/ou objetos do cenário.
Achei a mecânica do jogo com muita cara de Devil May Cry e/ou God Of War.

Um ponto que eu gostaria de ressaltar é a beleza na arte do jogo. Os anjos são retratados de forma muito rica e completamente diferentes do imaginário popular. Eles lembram mais alienígenas dos filmes de Hollywood. Existem outros seres habitantes do paraíso, com um Querubim por exemplo.
Para um jogo da Sega eu esperava muito menos de Bayonetta, mas o título – ainda que em sua versão de demonstração – conseguiu me prender o suficiente para que eu jogasse algumas vezes, até compreender melhor algumas mecânicas. Claro que o demo possui seus bugs, mas são tão pequenos e raros que não atrapalham em nada a diversão. Espero que a versão final seja tão legal quanto esta.

Ainda me pergunto se no auge da bolha de jogos com cooperação online, há espaço para jogos mais egoístas, no qual todo o entretenimento fica na mão de uma só pessoa.
O jogo está previsto para 05/01/2010 e eu recomendo você testar, afinal de contas esse é um benefício dessa geração, que resgatou a versão de avaliação e nos poupou de surpresas muito desagradáveis. É fato ser possível fazer uma versão excelente de demonstração e uma versão final fraca, mas são raríssimos os casos vistos até hoje.
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