Review Dragon Age Origins: eu terminei!
Dragon Age Origins (Parte I)

Por Vivi Werneck, clique aqui para conferir o blog
(Todas as imagens deste post são do meu jogo! Para vê-las em tamanho maior, basta clicar sobre a imagem.)
Prometo que agora, finalmente, vou sossegar um pouco a respeito deste jogo. Desculpem mais um post sobre o mesmo game, mas é que preciso compartilhar com vocês minhas impressões finais desse épico desenvolvido pela Bioware e publicado pela EA. Minha intenção, nos próximos parágrafos, não é fazer uma análise técnica, aos moldes de alguns sites de games – onde se fala um monte de termos do tipo “core mechanic”, anti isso… Anti aquilo… Não. Quero falar como simples jogadora e adoradora de um bom RPG.

E por falar em RPG, desde meu saudoso Oblivion (há quase quatro anos), e depois passando por Fallout 3, que não me senti tão empolgada e, posso dizer, emocionada com um jogo, especialmente com o clímax (ui) da batalha final. Dragon Age Origins conseguiu a façanha de contar uma história mais batida que tamborim de escola de samba em final de desfile, e fazer algo memorável.
A história, no entanto, passa como mero pano de fundo diante de todas as possibilidades que se podem encontrar pela frente: conflitos étnicos, brigas por poder, traições, romance, sexo (ai que calor!), polêmica, violência e sangue… Sim, pequenos herculoides, muuuito sangue! Nunca vi tanta tripa voando em um só RPG! A-do-rei! É difícil não ver o seu personagem imundo de sangue após uma batalha (se preocupar com hepatite ou Aids, pra quê?).

Combos entre magias, ataques com finalizações em câmera lenta – aumentando a dramaticidade da ação… Tudo isso dá um “T” danado de continuar jogando por horas e horas… Suas atitudes e decisões, ao longo do game, também valem muito: ser bonzinho nunca é fácil e, infelizmente, sair por aí enfiando a faca no bucho de todo mundo também pode não ser a melhor opção (vai que você mata um possível aliado “sem querer”?). Os personagens? Ah… Eles têm um carisma que nunca havia visto antes em games do tipo: ótima expressão facial, gestos bem articulados e as discussões entre o templário Alistar e a bruxa Morringan são memoráveis!
Bom, mas para eu não me perder no meu raciocínio – já comprometido após a maratona final de jogatina durante a última madrugada – vamos separar os tópicos por partes. Espero, do fundo do meu coraçãozinho psycho, que leiam tudinho… Porque senão terei que matá-los!
1) Semelhanças com Neverwinter Nights 2
Assim que assisti aos primeiros vídeos do gameplay do jogo, lembrei logo de Neverwinter Nights 2 (da Obsidian Entertainment). Também terminei esse jogo, bem como suas expansões, e constatar algumas semelhanças entre os dois games foi inevitável. Por exemplo, observem as duas imagens abaixo: a foto da esquerda foi tirada do NWN 2, enquanto a da direita é do DA.

Logo de cara, nota-se a semelhança entre as “quick bar”, ou barra de atalhos para magias, itens e ações, ao pé das imagens. Salvo algumas mudanças de design, trata-se da mesma ferramenta. Mesma coisa em relação ao mini mapa e as figuras da sua “party” (seus companheiros de batalha). Suas magias ou perícias ativas também ficam a mostra, só que em NWN2 elas estão à direita, enquanto em DA, elas ficam logo acima da quick bar. Dois aspectos únicos em cada jogo, porém, é a opção de “resting” (descanso) que existe em NWN2 e não tem em DA, e a quick bar superior central em Dragon Age – com atalhos para seu diário, perfil, skills, estratégias…

Mais semelhanças? Sim! As viagens pelo mapa também são parecidas e, em ambos os jogos, você pode ser atacado durante uma dessas viagens. A forma de clicar nos objetos, de selecionar sua party, o interior e o exterior das locações também são muito parecidos. Taticamente falando, jogar NWN 2 – na minha opinião – é um pouco mais complicado, já que requer que você tenha, ao menos, um conhecimento básico das regras de D&D para não fazer caquinha com seu personagem e não sofrer penalidades por mudanças de alinhamento. Em Dragon Age, apesar de menções claras a algumas regrinhas de D&D, você não sofre esse tipo de penalidade e nem ao menos tem tantas opções de escolha de raças, atributos e especializações como em NWN 2.
2) Colírio para os olhos e música para os ouvidos
Visualmente, DA é lindo. Estou amaldiçoando até agora minha placa de vídeo dos infernos por não ter conseguido rodar o game em todo o seu esplendor! Mas mesmo usando uma configuração gráfica mediana, consegui perceber a beleza e o detalhamento dos cenários, das sombras, das luzes e os efeitos que elas causam sobre os objetos e os personagens. As cutscenes são muito criativas e por vezes engraçadas. Infelizmente, não posso falar muito delas para não acabar contando sobre o jogo.
A música, em tom épico – é claro, combina bem com cada local que você se encontra e são bem sincronizadas, a ponto de ser quase imperceptível notar quando uma termina e outra começa. A não ser em momentos de batalhas, em que o tom suave é substituído por algo do tipo: “vai pro pau mulé!!! Uuiii…”. Outra coisa, com o tempo aquela mulher gemendo no menu inicial do jogo enche o saco, mas aí é só baixar o volume.
3) Sua party e você: uma relação de amor e ódio
Uma das grandes batalhas que você irá travar ao longo do jogo será fazer seus companheiros de aventura (Todynho?) se entenderem ou, no mínimo, conviverem entre si. Isso requer muuuito jogo de cintura e algumas visitas à loja de presentes. Vou explicar o porquê: agradar a “gregos e troianos” é bem trabalhoso. Seus companheiros têm personalidades e desejos (ui) distintos. Tenha sempre com você alguns “mimos” (presentes) para acalmar alguma tensão ou em caso de precisar, desesperadamente, agradar a alguém da sua equipe (lembrando que você só pode presentear membros da sua party). Fique atento as conversas que tiver com seus coleguinhas; geralmente eles dão dicas do que mais gostam e aí você terá como direcionar melhor seus presentes (dar um par de brincos para um golem não dá!).
Aliás, falando em bate papo, trocar idéias com seus companheiros é muito importante, já que aumenta (ou diminui – dependendo do rumo da conversa) o apreço deles pelo seu personagem. Quanto mais alto o nível de aprovação, mais eles podem ser leais a você e até é possível rolar algum romance. No entanto, uma baixa aprovação pode levar a deserção ou mesmo uma traição. (Isso também acontece em NWN 2! Esqueci de falar lá em cima).

Escolher bem quem vai se lascar, digo, viajar com você em cada nova missão, equipar devidamente sua equipe, e evoluí-la de forma a um complementar os atributos do outro é um dos aspectos mais importantes para a vitória no campo de batalha. Esqueça a ideia de querer salvar o mundo sozinho. Sua party não é enfeite, portanto, faça bom uso dela: seja tático, analise o campo de batalha e prepare bem seu ataque e defesa. O jogo te dá a opção de pausar a ação para observar isso.
*Quem quiser me perguntar algo sobre esquema tático e combinações de personagens para algumas missões é só me perguntar nos comentários – sem spoiler, por favor. Pergunte de forma genérica.
[continua...]

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